O PLEBISCITO ESTÁ VIVO, VAMOS PARA A ATIVA
Monarquistas se reorganizam 32 anos após 1993 e exigem nova consulta popular
Para os monarquistas, porém, 1993 não foi um ponto final. Foi o ponto de partida.
Quem são os monarquistas hoje
Longe do estereótipo de saudosistas de museu, o movimento atual é jovem, organizado e digital. No período contemporâneo, o movimento ganhou novo fôlego após o Plebiscito de 1993, no qual a opção monárquica obteve cerca de 13,4% dos votos válidos. Desde então, diversos grupos organizados defendem a realização de um novo plebiscito e a restauração da monarquia parlamentar.
Com o advento da internet e das redes sociais as comunidades de monarquistas se encontraram e tem estado bastante ativas nos diversos estados da federação através de diversos "Círculos Monárquicos".
São Círculo Monárquico do Brasil, Círculo Monárquico de São Paulo, Fortaleza, Rio, Paraná, Brasília e dezenas de outros. Eles promovem encontros, cursos de formação, ações de caridade e conferências com a Casa Imperial.
À frente está Dom Bertrand de Orléans e Bragança. Nascido em 1941, advogado e escritor, ele é considerado por apoiadores do Ramo de Vassouras como chefe da Casa Imperial desde o falecimento de seu irmão Dom Luiz em 2022, e tem viajado o país inteiro como porta-voz da causa, defendendo a Monarquia Parlamentarista onde o Imperador é Chefe de Estado moderador e o governo é exercido por um Primeiro-Ministro.
Por que um novo plebiscito agora?
O argumento dos monarquistas é simples e constitucional:
1. Uma geração inteira nunca votou. Quem tem hoje menos de 50 anos não pôde escolher em 1993. Em 32 anos, o Brasil viu impeachment, mensalão, petrolão, 8 constituições na prática e instabilidade permanente. O eleitor de 2026 tem o direito de ser ouvido.
2. O modelo republicano presidencialista esgotou-se. A proposta monarquista não é voltar ao século XIX. É implantar a Monarquia Parlamentar Constitucional, nos moldes de Espanha, Suécia, Japão ou Reino Unido - onde o Chefe de Estado está acima dos partidos, garante continuidade, representa o Brasil no exterior e impede aventuras autoritárias.
3. 1993 foi desigual. Com poucos segundos na TV, sem internet e sob forte campanha da grande mídia republicana, os 10% obtidos foram, para o movimento, uma vitória moral. Hoje, com redes sociais, o debate é outro.
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