O GOLPISTA FOI MARECHAL, NÃO BOLSONARO - Vitória Imperial

O GOLPISTA FOI MARECHAL, NÃO BOLSONARO

  Em 1889 houve tropa, traição e queda de um regime legítimo. Em 2022, só houve narrativa.


O Brasil precisa acertar as contas com a História. O verdadeiro golpe militar deste país tem nome, data e protagonista: Marechal Deodoro da Fonseca, 15 de novembro de 1889. Naquele dia, um grupo de militares cercou o governo legítimo do Império, depôs Dom Pedro II - um estadista reconhecido no mundo inteiro - e impôs a República na ponta da baioneta. Não houve plebiscito, não houve voto, não houve consulta popular. Houve força. Isso é a definição clássica de golpe de Estado.



Dom Pedro II não caiu por ser tirano. Caiu por ser leal demais para derramar sangue brasileiro. Ele tinha o povo, tinha a ordem, tinha as finanças em dia e a escravidão já abolida. O Marechal tinha a ambição de Benjamin Constant e a insatisfação dos quartéis. Deu o golpe e exilou um velho doente que deu a vida pelo Brasil. O Império foi vítima do único golpe que realmente deu certo neste país.



Agora comparem com Jair Messias Bolsonaro. Onde está o decreto de fechamento do Congresso? Onde está o ato de dissolução do STF? Onde estão os tanques? Não existem. Durante quatro anos de governo, sob ataque diário da imprensa, do Congresso e do Judiciário, Bolsonaro não usou as Forças Armadas para se perpetuar no poder. Pelo contrário, no dia 1º de janeiro de 2023, ele estava fora do país e o poder foi entregue. Golpista não entrega poder. Golpista se agarra a ele, como fez Deodoro em 89.



O que chamam de golpe de 8 de janeiro é outra farsa. Um quebra-quebra sem armas, sem líder, sem apoio militar, sem plano de tomada de poder. Foi baderna, não golpe. Usam esse episódio para construir a narrativa de que Bolsonaro é golpista, para prendê-lo sem nunca mostrar um ato concreto de ruptura institucional. É o golpe por tabela: inventam um golpe para dar o verdadeiro golpe - o golpe judicial contra a oposição.



Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.