MINAS GERAIS É O MAIOR COLÉGIO MONARQUISTA DO BRASIL EM 2026 - Vitória Imperial

MINAS GERAIS É O MAIOR COLÉGIO MONARQUISTA DO BRASIL EM 2026

Minas Gerais não é só o fiel da balança da República. Em 2026, é o maior colégio monarquista do país


O título não vem do número total de eleitores. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com 16,3 milhões de eleitores, 10,32% do eleitorado nacional. Mas quando o recorte é o voto monarquista, organizado, histórico e parlamentar, Minas passa São Paulo.

O estado abriga uma das estruturas mais antigas do movimento atual: o Círculo Monárquico de Minas Gerais - CMMG. É um dos círculos citados oficialmente ao lado do Círculo do Rio e de Alagoas como capítulos centrais da trajetória monarquista contemporânea.

Enquanto outros estados têm células isoladas, Minas tem sede. Belo Horizonte é a base formal do Conselho Monárquico Jovem, organização nacional criada para organizar a nova geração monarquista.

Em 10 de agosto de 2017, um deputado estadual mineiro enviou à Presidência do Senado, através da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, uma moção de apoio à sugestão legislativa que pedia um novo plebiscito sobre a Monarquia. O gesto foi replicado por poucos estados. Rondônia foi outro. Minas foi o primeiro grande colégio a se posicionar.

A Ideia Legislativa nº 188.853, que pede plebiscito em 2026 para restaurar a monarquia parlamentarista, está em análise na Comissão de Direitos Humanos do Senado. E a campanha pela bancada monarquista nas Eleições de 2026 segue ativa, de forma independente.

Minas concentra três fatores que nenhum outro estado concentra ao mesmo tempo.

Primeiro: capilaridade interiorana. O monarquismo mineiro não está só na capital. Os maiores colégios do interior , Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Montes Claros , replicam a lógica de Belo Horizonte, que sozinha tem 1.961.282 eleitores.

Segundo: conservadorismo institucional. O eleitor mineiro vota com peso na tradição, na família imperial e na crítica ao presidencialismo de coalizão. É o discurso central do movimento hoje: monarquia parlamentar constitucional como alternativa ao modelo de 1889.

Terceiro: juventude. A Unió de la Joventut Monarquista, fundada em maio de 2024, encontrou em Minas seu segundo maior núcleo de filiados, atrás apenas do Rio. O perfil é claro: jovens insatisfeitos com crises recorrentes da República.



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