LULA VENCEU NA BASE DA FALCATRUA
A eleição de 2022 não foi uma disputa limpa, foi um projeto de poder armado com a máquina do sistema.
Primeiro, o sistema eleitoral. Um país inteiro votando em urna eletrônica sem voto impresso auditável, sem contagem pública, com um código-fonte fechado por anos e liberado de forma tardia e controlada. O eleitor digita e confia, não confere.
Segundo, a censura seletiva do TSE. Enquanto um lado podia chamar o outro de genocida, fascista e miliciano livremente, o outro lado foi proibido de falar sobre a ligação do PT com ditaduras, sobre a corrupção da Lava Jato anulada por tecnicalidade e sobre o histórico do candidato. Foram centenas de remoções de conteúdo, perfis derrubados e medo instalado nas vésperas da votação. Isso não é paridade de armas.
Terceiro, a união de todo o establishment. A grande mídia, os bancos, os artistas milionários financiados com Lei Rouanet, as pesquisas fraudulentas que davam 14 pontos de frente para criar o clima de já ganhou e desmobilizar o voto útil do outro lado, e o uso aberto da máquina de sindicatos e movimentos sociais para compra de voto e transporte irregular, principalmente no Nordeste.
Quarto, a anulação das condenações. O candidato que estava preso e inelegível por corrupção e lavagem de dinheiro voltou para o jogo não porque foi inocentado, mas por uma manobra de foro no STF. Limparam a ficha no tapetão para viabilizar a candidatura.
Não foi uma vitória nas urnas. Foi uma vitória na base da falcatrua institucional, com a balança da Justiça pesando só para um lado e com a verdade sendo censurada até passar a eleição.
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