O Preço da Vergonha Republicana - Vitória Imperial

O Preço da Vergonha Republicana

 O PREÇO DA VERGONHA REPUBLICANA


Em outubro de 2025, o Congresso Nacional brasileiro tomou uma decisão que passou com menos escândalo do que merecia: elevou o Fundo Eleitoral de R$ 1 bilhão para R$ 4,9 bilhões para as eleições de 2026. Quase quintuplicou, numa canetada, o valor que os contribuintes pagarão para que os partidos façam campanha. E o mais revelador: o dinheiro sairá de recursos destinados a políticas públicas como saúde, educação e assistência social.

O Auxílio Gás perdeu R$ 300 milhões. O Pé-de-Meia perdeu R$ 436 milhões. O seguro-desemprego foi cortado. O fundo eleitoral, por sua vez, é obrigatório e garantido às legendas. A fome espera. A campanha, não.

Se formos analisar, o orçamento da Casa Imperial japonesa para o ano fiscal de 2026 soma 13,02 bilhões de ienes em despesas. Convertendo pela taxa de câmbio atual, o custo total da monarquia japonesa, ou seja, incluindo a manutenção do Palácio Imperial, os salários de todos os funcionários das agênciaa, as viagens oficiais do Imperador ao exterior, as cerimônias de Estado e os gastos pessoais de toda a Família Imperial — gira em torno de R$ 730 milhões a R$ 750 milhões por ano.

O Brasil gastará R$ 4,96 bilhões apenas para financiar campanhas eleitorais em 2026. Em números diretos: o fundo eleitoral brasileiro custa aproximadamente seis vezes e meia, o custo anual de toda a monarquia constitucional do Japão, que é um país com 125 milhões de habitantes, a terceira maior economia do mundo, e uma Casa Imperial de mais de 2.600 anos de história ininterrupta.

O argumento mais repetido contra a monarquia é o do custo. "Para que manter uma Família Imlerial com dinheiro público?" A pergunta é legítima, mas quem a faz raramente a aplica com o mesmo rigor à república que defende.

O fundo eleitoral foi criado em 2017 para custear campanhas de partidos e candidatos após a proibição das doações empresariais. Na prática, substituiu o caixa dois das empresas pelo caixa um do contribuinte, e com generosidade muito maior. Além dos R$ 4,96 bilhões do fundo eleitoral, o Orçamento prevê R$ 1,4 bilhão para o Fundo Partidário, voltado à manutenção das legendas.  São mais de R$ 6,3 bilhões em dinheiro público para sustentar a classe política, sem contar os salários, os gabinetes, as mordomias e as emendas parlamentares que chegam a R$ 61 bilhões no mesmo orçamento.

A república brasileira não é barata. É caríssima, e entrega pouquíssimo em troca. Pelo equivalente a menos de um sexto do que o Brasil gasta para eleger seus políticos, o Japão mantém uma instituição que atravessa milênios, que representa o país com dignidade diante do mundo, que está constitucionalmente acima das disputas partidárias, e que confere ao Estado Japonês uma continuidade simbólica que nenhum presidente eleito poderia oferecer.

O Imperador Naruhito não disputa reeleição. Não distribui ministérios para montar coalizões. Não tem partido. Não precisa de fundo eleitoral. Representa todos os japoneses, os que votaram no governo e os que votaram na oposição, porque não pertence a nenhum dos dois campos.

Da próxima vez que alguém disser que monarquia é coisa cara e ultrapassada, apresente os números: a república brasileira gastará em 2026 apenas com o seu fundo eleitoral o equivalente a seis monarquias japonesas.

E o Japão, com a sua monarquia "ultrapassada," tem índices de transparência, estabilidade institucional e coesão social que o Brasil, após 137 anos de república, ainda contempla de longe como horizonte distante.

O problema do Brasil nunca foi o custo da coroa. Foi o custo da sua ausência.

Patrick Kouark 

Vitória Imperial.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.