NOTÍCIA URGENTE: CAI O GOVERNO COMUNISTA DO NEPAL!
O Nepal mergulhou nesta terça-feira (9) em um dos capítulos mais turbulentos de sua história recente. A decisão do governo comunista de proibir e bloquear as principais redes sociais – incluindo Facebook, X, YouTube, WhatsApp e Instagram, detonou uma onda de manifestações em todo o país, com epicentro em Katmandu. Os protestos, compostos em sua maioria por jovens da Geração Z, escalaram rapidamente e enfrentaram forte repressão policial, resultando em pelo menos 19 mortos e mais de 400 feridos, segundo dados de agências internacionais.
O estopim digital acendeu uma chama que já vinha sendo alimentada há meses por denúncias de corrupção sistêmica, nepotismo e falta de reformas estruturais. Multidões tomaram as ruas com gritos de mudança, questionando diretamente a liderança do primeiro-ministro Khadga Prasad Sharma Oli (KP Sharma Oli), chefe do Partido Comunista do Nepal (Marxista-Leninista Unificado).
A escalada culminou nesta manhã com a renúncia oficial de Oli, entregue ao presidente Ram Chandra Poudel. O Parlamento, palco de revolta popular, foi invadido e incendiado por manifestantes. Residências de figuras do alto escalão do governo, incluindo a do próprio premiê e de ministros de Estado, também foram alvo de ataques.
Entre as baixas políticas, destacam-se as renúncias do ministro da Agricultura, Beduram Bhusal; do ministro da Saúde, Mohan Bahadur Basnet; e do ministro do Interior, Ramesh Lekhak, todos alegando não poder mais sustentar a linha repressiva do governo diante da pressão popular.
Em meio ao caos, Sua Majestade o Rei Gyanendra Bir Bikram Shah Dev, deposto em 2008 quando a monarquia foi abolida e o Nepal se tornou república, fez um pronunciamento. Sua Majestade pediu calma e paz, mas ao mesmo tempo sinalizou solidariedade ao movimento juvenil, gesto interpretado por muitos como uma abertura a possíveis debates sobre o retorno da monarquia.
Esse contexto ganha ainda mais força após a manifestação de março deste ano, quando cerca de 10 mil nepaleses marcharam em Katmandu pedindo a restauração da monarquia e a declaração do país como Estado hindu, e também no final de maio quando milhares de monarquistas foram às ruas exigindo a queda da república. Embora esse apelo ainda seja minoritário no cenário político formal, sua ressonância nas ruas voltou a ecoar com a crise atual.
Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com preocupação. A Índia, principal parceiro regional, emitiu alerta para seus cidadãos evitarem viagens ao Nepal. O aeroporto de Katmandu chegou a ser fechado temporariamente por questões de segurança.
O Nepal, país de quase 30 milhões de habitantes, enfrenta agora um vazio de poder. O Parlamento está paralisado, o governo em ruínas e a juventude nas ruas exige nada menos que uma mudança sistêmica. A queda de KP Oli marca não apenas o fim de um governo, mas abre uma fase incerta, em que o futuro institucional do país pode ser radicalmente redefinido.
Patrick Kouark
Vice-Presidente do Diretório Monárquico do Brasil

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