Carlos Egert e o verbo que restaura: Uma promissora voz da literatura histórica e do pensamento Jurídico brasileiro - Vitória Imperial

Carlos Egert e o verbo que restaura: Uma promissora voz da literatura histórica e do pensamento Jurídico brasileiro

 CARLOS EGERT E O VERBO QUE RESTAURA: UMA PROMISSORA VOZ DA LITERATURA HISTÓRICA E DO PENSAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO



Publicado pelo Vitória Imperial – Voz da Tradição Brasileira

Há escritores que narram. Outros que descrevem. Carlos Egert, porém, escreve para desvelar. Com o mesmo ímpeto com que se restituem imagens ao rosto da História, ele devolve à palavra brasileira sua densidade simbólica, sua missão civilizatória e sua capacidade de convocar o futuro. Com uma carreira promissora que já se anuncia como singular no panorama intelectual do país, Carlos não apenas publica. Carlos funda.

Autor do livro Reino Vazio, uma coletânea de contos e crônicas de verve lírica e profunda, Egert mergulha na história do Brasil com uma linguagem que une erudição, simbolismo e força dramática. A obra, mais do que literatura, é um retrato da alma nacional diante da orfandade de um projeto civilizacional. Em cada narrativa entrevê-se o Brasil monárquico, suas ruínas e suas luzes, reapresentadas sob a forma de personagens silenciados, fatos esquecidos e afetos soterrados. Trata-se de um estilo próprio, de cadência clássica e estrutura pensada, mas sem jamais se afastar da emoção e da voz do tempo.

Entretanto, a atuação de Egert ultrapassa as fronteiras da ficção. Como ensaísta e teórico, o autor vem construindo os fundamentos de uma nova doutrina jurídica capaz de dialogar com os desafios simbólicos da contemporaneidade: o Direito Iconográfico. Esta teoria, desenvolvida ao longo de uma obra monumental, propõe que a legitimidade política das instituições e das nações não se sustenta apenas em normas, estatutos e decisões racionais, mas também, e sobretudo, em imagens, arquétipos e símbolos mobilizadores que operam no inconsciente coletivo.

O Direito Iconográfico parte da premissa de que todo regime político possui, além de sua constituição escrita, uma constituição simbólica. Neste universo, brasões, gestos públicos, ritos, vestuários de poder e monumentos não são meros adornos, mas vetores de autoridade, permanência e pertencimento. A ausência ou manipulação desses signos compromete a própria coesão da sociedade. Egert, portanto, não apenas teoriza. Ele oferece ao Direito uma dimensão estética e antropológica raramente abordada nos currículos jurídicos tradicionais. Sua doutrina propõe a criação de um novo ramo do Direito Internacional voltado à análise da legitimidade pela imagem, instrumento já operado por potências globais, muitas vezes de forma intuitiva ou estratégica, mas que carecia, até então, de um corpo teórico sistematizado.

Em Teoria da Legitimidade Iconográfica, obra estruturada em dez capítulos e um epílogo de densidade filosófica e redação refinada, Carlos Egert sustenta que a imagem pública de um líder, a aura de um brasão ou a iconografia de um regime podem determinar o sucesso ou a ruína de um projeto político. Ao analisar exemplos históricos e contemporâneos, o autor revela como os símbolos imperiais, quando restaurados com autenticidade e precisão, tornam-se ferramentas de reconexão cultural e de reencantamento do poder.

A trajetória de Egert, porém, não se encerra nos livros. Nascido no sul do Brasil e descendente da antiga Casa de Bourbon-Parma, como trineto de Roberto I, Duque de Parma, ele representa uma rara confluência entre linhagem e vocação. Seu percurso acadêmico abrange o Direito, as Relações Internacionais, a Estética e a História, com forte atuação também nas artes visuais e no ativismo cultural. Sua produção transita entre o ensaio e a criação, entre o rigor da doutrina e a pulsação poética. Não à toa, seus textos já vêm sendo considerados por alguns críticos como as sementes de uma nova geração intelectual de matriz tradicionalista e restauradora.

Carlos Egert não escreve para agradar o presente, mas para reorganizar o passado e fundar o futuro. Sua prosa, por vezes solene, jamais perde o vigor sensível. E sua teoria, ainda que inédita, nasce com uma estrutura sólida o bastante para dialogar com pensadores como Carl Schmitt, Giorgio Agamben e Roger Scruton. Diferente de tantos autores que escrevem para se colocar no mundo, Egert escreve para colocar o Brasil em seu eixo. Não por nostalgia, mas por visão.

Em tempos de dissolução simbólica, vozes como a de Carlos Egert não apenas se destacam. Elas ressonam. E ao fazê-lo, anunciam que ainda há entre nós aqueles que ousam pensar o Brasil como civilização, e não apenas como administração.

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